Só lembrado, bem pouco, no Dia do Índio, hoje a realidade dos índios brasileiros é ignorada por governos e até por grande parcela da população, é como se o índio não fosse parte da nossa cultura. No Rio de Janeiro, o prédio que já abrigou o museu do índio, tem 148 anos e hoje abriga 60 índios de 17 tribos diferentes, mas pode estar com os seus dias contados. Os índios ocuparam o prédio a cerca de seis anos na tentativa de chamar a atenção para o seu péssimo estado de conservação, já que o prédio possui grande valor para a comunidade indígena, pois abrigou o primeiro museu do índio. Mas o governo do estado demonstra pouco se importar com isso e pretende demolir o prédio para entregar a área à iniciativa privada.
O prédio está localizado no que agora é denominado “complexo do Maracanã” e no seu projeto essa área dará lugar a um espaço de mobilidade, com bares e lojas. Seguindo a moral do vale tudo pelo lucro, vale demolir um prédio histórico e despejar a comunidade indígena, tudo isso para contribuir para o projeto de um Rio de Janeiro para a elite carioca e turistas. O governador Sergio Cabral, chegou a dizer que não era problema dele o caso dos índios, disse também, que era uma exigência da FIFA a demolição, mas em nota a FIFA negou que a tenha pedido.
E atentem, que nessa área do complexo do Maracanã está a Escola Municipal Friedenreich, que é a 4ª melhor do estado do Rio, que também será demolida sem nem a promessa de que será construído um novo prédio. Outro fato interessante, é que só quem se encaixa nas exigências do edital de licitação do complexo, é o Eike Batista.
Não podemos nos omitir, a ANEL está ao lado dos alunos da Escola Municipal Friedenreich e dos indígenas que compõem a aldeia Maracanã.
Não a privatização do Maracanã, cultura e lazer não são mercadorias.
Não aceitamos que escolas sejam demolidas, educação é coisa séria.
E não ao despejo da aldeia Maracanã, pela valorização da nossa cultura.
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